Cartórios do Pará se destacam nacionalmente em prêmio do CNJ com projetos inovadores de regularização fundiária

Cartórios do Pará se destacam nacionalmente em prêmio do CNJ com projetos inovadores de regularização fundiária

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Os Cartórios do Pará vêm se consolidando como referência nacional em inovação e compromisso social no campo da regularização fundiária. A prova mais recente disso veio com o reconhecimento no Prêmio Solo Seguro – Edição 2024/2025, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que consagrou o estado como protagonista em práticas que unem tecnologia, cidadania e acesso à propriedade formal.

Entre os projetos premiados, o grande destaque foi o do Cartório de Registro de Imóveis de Parauapebas (1º Ofício), no sudeste paraense, que venceu a premiação com a iniciativa “Recomeçar para Regularizar: o ciclo completo da REURB na Amazônia Legal”. O projeto foi idealizado e executado pela equipe do Cartório, sob a liderança do oficial titular André Williams Formiga, do oficial substituto Thúlio Bessa, e com a coordenação tecnológica de Isau Vargas.

O trabalho começou em meio a grandes desafios: acervo desorganizado, falta de informatização e pouca integração institucional. A transformação, no entanto, foi profunda. O Cartório passou por uma reestruturação completa e, em pouco tempo, tornou-se um modelo de eficiência e impacto social. O projeto resultou na primeira Regularização Fundiária Urbana (REURB) com averbação de edificações do estado do Pará, o que significa que os imóveis não apenas foram legalizados em termos de posse do terreno, mas também quanto às construções sobre ele — uma conquista histórica na Amazônia Legal.

Com essa iniciativa, mais de 5.900 imóveis foram regularizados, garantindo aos moradores o título de propriedade, segurança jurídica, acesso a crédito e valorização patrimonial. Mais que um número, esse resultado representa milhares de famílias que passaram a ter dignidade reconhecida formalmente e o direito pleno à moradia.

A presidente da ANOREG/PA (Associação dos Notários e Registradores do Estado do Pará), Moema Locatelli Belluzzo, destacou a importância do prêmio como um reconhecimento ao empenho técnico e social dos Cartórios paraenses, reforçando o papel da atividade extrajudicial como agente de transformação social.

Além da premiação principal, o estado do Pará também recebeu menção honrosa com o projeto “Quadra Legal”, realizado pelo 1º e 2º Ofícios de Registro de Imóveis de Belém. A proposta inovadora de organização territorial urbana reforça o compromisso dos Cartórios da capital com soluções que integram planejamento urbano e inclusão social.

Esses reconhecimentos fazem parte do Prêmio Solo Seguro, instituído pelo Provimento n. 145/2023 da Corregedoria Nacional de Justiça, que visa valorizar boas práticas em regularização fundiária urbana, especialmente nas regiões de maior vulnerabilidade social e ambiental. A edição atual do prêmio selecionou quatro projetos vencedores e oito menções honrosas, escolhidos entre dezenas de inscritos em todo o país. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 25 de agosto, em Brasília.

A presença marcante do Pará entre os destaques da premiação confirma que os Cartórios do estado não apenas cumprem um papel registral, mas assumem uma função social essencial: a de garantir cidadania, dignidade e pertencimento à população por meio do acesso formal à terra.

Com iniciativas como essas, os Cartórios paraenses demonstram que é possível transformar realidades complexas com inovação, sensibilidade e profundo compromisso com a justiça social — na floresta, na cidade, e sobretudo, na vida de quem mais precisa.

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