ANOREG/PA participa de ação em prol de mulheres e meninas do Marajó

ANOREG/PA participa de ação em prol de mulheres e meninas do Marajó

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A presidente da ANOREG/PA, Moema L. Belluzzo, acompanhou a comitiva do TJPA e do CNJ ao Marajó, entre os dias 11 e 13 de dezembro. A iniciativa, liderada pela Conselheira Renata Gil, reuniu juízes, promotores, defensores e oficiais de justiça que atuam em Portel (PA), para discutir formas de combate à violência, ao crime organizado e à situação de insegurança enfrentada na região. A ação faz parte de uma extensa programação marcada por atividades voltadas ao fortalecimento da rede de proteção contra a violência sofrida por meninas e mulheres no maior arquipélago fluvial do mundo. O coordenador geral dos Juizados Especiais e Gestor da Agenda de Itinerância do TJPA, Des. Leonardo de Noronha Tavares, destacou a necessidade de ações educativas sobre o tema na região. “A conscientização da população sobre as diversas formas de violência contra meninas e mulheres e suas consequências é fundamental.”


A presidente do TJPA, Desa. Maria de Nazaré Gouveia, destacou a relevância do projeto. “A presença do CNJ faz as coisas crescerem, o senso de Justiça se fortalecer e a população marajoara voltar a acreditar que há solução para anos de violência e carência em tantos sentidos”.
No dia 11 foi inaugurada uma sala de acolhimento a vítimas de violência no Hospital Municipal, com apoio de uma equipe multidisciplinar da organização Médicos Sem Fronteiras. A ação no Marajó contou com rodas de conversa, palestras, cursos que abordam a temática de combate à violência contra meninas e mulheres, a Lei Maria da Penha, escuta protegida de crianças e adolescentes, questões de gênero, formas de prevenção e medidas socioeducativas.


Na comunidade São João de Acangatá, às beiras do Rio Camaraípe, foi inaugurado na Escola Municipal Marechal Deodoro da Fonseca um Ponto de Inclusão Digital (PID).


A comunidade, que dista cinco horas de barco de Portel (PA), agora possui conexão com o sistema de Justiça, Cartórios, unidades básicas de saúde para consultas médicas e outros serviços que garantem mais cidadania.


Para a presidente da ANOREG-PA o reforço dos Cartórios nessa ação é essencial. “Recebemos muitos relatos de que menores, de 10, 11 anos, deixam a escola para se “casar”, muitas meninas engravidam muito novas. Isso é crime, precisamos mudar essa realidade. “

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