A Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) é um meio expressar a vontade de doadores em todo o Brasil. Confira como fazer!
“Seja vida na vida de alguém” esse é o mote da campanha que reforça e incentiva a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO). No Brasil, mais de 42 mil pessoas aguardam na fila por um transplante de órgãos no Brasil e a partir de agora, quem deseja ser um doador de órgãos poderá manifestar e formalizar a sua vontade por meio de um documento oficial, feito digitalmente em qualquer Cartório de Notas. No Pará, quase 100 pessoas já aderiram e mais de 600 esperam na fila.
“Quase 100 pessoas no Pará escolheram a vida pela vida. As pessoas estão cada vez mais interessadas em se tornar doadores de órgãos, considerando a facilidade com a chegada da AEDO”, destaca Larissa Rosso, presidente do CNB/PA. “Que mais pessoas possam contribuir para salvar vidas e dar esperança para os que precisam de um simples ato de solidariedade, mas que faz toda a diferença para quem está na fila por um órgão”, completa.
Regulamentada pelo Provimento nº 164/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e disponível gratuitamente para toda a população, a AEDO feita em cartório pode ser consultada, via CPF do falecido, pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde diretamente na Central Nacional de Doadores de Órgãos. A iniciativa, que busca ajudar as mais de 600 pessoas que atualmente aguardam na fila por um transplante de órgãos no estado, pode ser solicitada digitalmente em qualquer um dos Cartórios de Notas do Pará.
A vendedora Talyta Carvalho é uma paraense que já possui sua autorização. “Quem já perdeu alguém sabe a importância da vida. E, se pudermos de alguma forma ajudar mesmo depois do nosso tempo na terra, eu acho válido”, explicou. “Foi tão fácil e rápido, e acima de tudo, sem custo. Fui motivada pela minha família que também já vai realizar o processo para se tornar um doador”, completou.
Como fazer?
Para realizar a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, o interessado preenche um formulário diretamente no site www.aedo.org.br, que é recepcionado pelo Cartório de Notas selecionado. Em seguida, o tabelião agenda uma sessão de videoconferência para identificar o interessado e coletar a sua manifestação de vontade. Por fim, o cidadão e o notário assinam digitalmente a AEDO, que fica disponível para consulta pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes. A plataforma está acessível 24 horas por dia, 7 dias por semana, de qualquer dispositivo com acesso à internet.
Na plataforma, o cidadão pode ainda escolher qual órgão deseja doar – medula, intestino, rim, pulmão, fígado, córnea, coração ou todos -. No Brasil, a maioria das pessoas na fila única nacional de transplantes aguarda a doação de um rim, seguido por fígado, coração, pulmão e pâncreas (11). Somente no ano passado, três mil pessoas faleceram pela falta de doação de um órgão. Atualmente, mais de 500 crianças aguardam por um novo órgão.
Assessoria de Comunicação ANOREG/PA